Com as mentiras amargas que contar /
Você pode me arrastar no pó, /
Ainda assim, como pó, vou me levantar. //
Minha elegância o perturba? /
Por que você afunda no pesar? /
Porque eu caminho como se eu tivesse /
Petróleo jorrando na sala de estar. //
Por que você afunda no pesar? /
Porque eu caminho como se eu tivesse /
Petróleo jorrando na sala de estar. //
Assim como a lua ou o sol /
Com a certeza das ondas no mar /
Como se ergue a esperança /
Ainda assim, vou me levantar. //
Com a certeza das ondas no mar /
Como se ergue a esperança /
Ainda assim, vou me levantar. //
Você queria me ver abatida? /
Cabeça baixa, olhar caído, /
Ombros curvados como lágrimas,/
Com a alma a gritar enfraquecida? //
Cabeça baixa, olhar caído, /
Ombros curvados como lágrimas,/
Com a alma a gritar enfraquecida? //
Minha altivez o ofende? /
Não leve isso tão a mal /
Só porque eu rio como se tivesse /
Minas de ouro no quintal. //
Não leve isso tão a mal /
Só porque eu rio como se tivesse /
Minas de ouro no quintal. //
Você pode me fuzilar com palavras /
E me retalhar com seu olhar /
Pode me matar com seu ódio /
Ainda assim, como ar, vou me levantar.
E me retalhar com seu olhar /
Pode me matar com seu ódio /
Ainda assim, como ar, vou me levantar.
(MAYA ANGELOU, do poema "Ainda Assim, Eu me Levanto"; trad. Francesca
Angiolillo)
(MAYA ANGELOU faleceu em 28.05.2014: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/168225-poeta-e-ativista-negra-morre-a-americana-maya-angelou-aos-86.shtml )
Nenhum comentário:
Postar um comentário